Tetsuya recebeu uma camisa do Astra das mãos do volante Vincent Laban (fotos: arquivo pessoal)
Tetsuya recebeu uma camisa do Astra das mãos do volante Vincent Laban (fotos: arquivo pessoal)

No ano passado, o japonês Tsuno Tetsuya havia descoberto que o compatriota Seto Takayuki, volante do Astra Giurgiu, ganhava a braçadeira de capitão. E foi o suficiente. Virou torcedor de um clube que não tem uma grande torcida, e que não havia conquistado grandes títulos até este ano. O rapaz de 17 anos acompanha o futebol romeno e tem até uma camisa do Astra, presente do volante cipriota Vincent Laban quando a seleção do Chipre foi enfrentar o Japão em um amistoso na cidade de Saitama. Tetsuya teve que ir ao hotel onde os cipriotas estavam concentrados e conseguiu falar com Laban, que lhe entregou a camiseta.

As duas paixões recentes do japonês: a Nationala e o Astra Giurgiu
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Hoje, a braçadeira de capitão está com o craque e camisa 10 do time, Constantin Budescu, mas a torcida por Takayuki e pelo Astra continua. Tetsuya, que é da cidade de Fujisawa, a 50km de Tóquio, não tem a identificação com o clube há tanto tempo, mas já pôde ver os dois grandes títulos da história do time de Giurgiu: A Copa da Romênia 2013-14 e a Supercopa da Romênia 2014, os dois em cima do Steaua, nos pênaltis. Através dos streamings da internet, o rapaz acompanha o futebol romeno e pôde assistir a momentos históricos do Steaua. Um dos seus preferidos foi o gol da classificação para a final da Copa, marcado por Paul Papp (hoje zagueiro do Steaua), sobre o Petrolul Ploiesti. Uma vitória aos 48 minutos do segundo tempo, num gol chorado.

Takayuki, que tem até passagens pelas categorias de base brasileiras (jogou por Avaí, Corínthians e Portuguesa-RJ), já não é nenhuma promessa, aos 28 anos. Jogador do Astra desde 2007, conquistou a Liga III de 2007-08 e os principais títulos da história do clube: a Copa e a Supercopa da Romênia, chegando a jogar e a marcar um gol na Liga Europa. Com a experiência recente do volante, Tetsuya acredita que é hora de Takayuki receber uma chance na seleção japonesa: “Como o Seto jogou no exterior por muito tempo, então já tem uma mentalidade e um preparo físico bons o suficiente. A seleção japonesa precisa da experiência dele. Acho que é difícil porque ele joga numa liga menor.  Acho que o problema para se transferir para um grande clube é justamente a idade”.

Antes tido como um candidato a títulos e a surpresas na Liga Europa, o Astra decaiu quase que inexplicavelmente, sendo eliminado em todas as três copas que disputou na temporada (Copa da Liga, Copa da Romênia e Liga Europa). Tetsuya sentiu a queda brusca da equipe, mas justifica: “Havia muitos salários atrasados, aí os jogadores não tiveram a mesma motivação de antes. Sem falar de lesões em alguns dos principais jogadores, como Fatai e Gaman. Sem eles contundidos, o Astra poderia vencer alguns jogos na Liga Europa”.

Ainda no início de sua torcida pelo Astra, ele promete não abandonar a equipe quando momentos mais difíceis chegarem, e principalmente, se a razão pela qual começou a torcer, Seto Takayuki, deixar o clube: “Não vou deixar de torcer para o Astra se o Seto sair. Não gosto só dele, amo o Astra”, completa Tetsuya.

 

 

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