Facut in Brazilia: Jorginho Mesqueu conta sua história no FC Universitatea Craiova

Jorginho passou pelo Flamengo em 2010
Jorginho passou pelo Flamengo em 2010

 Esta é uma entrevista inacabada feita com Jorginho Mesqueu em abril de 2014. O jogador desistiu de responder as perguntas restantes.

Em setembro de 2013, muito antes que Jean Chera se tornasse o primeiro jogador sul-americano no CS Universitatea Craiova, um jogador brasileiro chegava ao FC Universitatea Craiova. Jorge Mesqueu Neto. O jogador fez alguns testes no clube entre o final de agosto e o começo de setembro de 2013, sendo aprovado pela comissão técnica para assinar contrato por um ano. Mas só estreou em novembro, por problemas com a burocracia para regularização.

Entre problemas com o então técnico Nicolò Napoli e uma forte amizade com companheiros de time como Stephane Acka, Michael Baird e Julian Ripoli, Jorginho Mesqueu não teve muita chance de ajudar o FC U Craiova. Não foi pago, voltou ao Brasil, mas não guarda mágoas de sua passagem conturbada pela Romênia. Em uma entrevista inacabada a’O Craiovano, o meia explica um pouco de sua breve história no FC Universitatea Craiova, após passagens por Flamengo, Resende e Bangu.

O Craiovano – Como era o seu relacionamento com o técnico Nicolo Napoli? Você jogou poucas vezes oficialmente.
JM – Meu relacionamento com o Napoli no inicio era muito bom! Na verdade, o que houve foi que depois que eu cheguei lá, só pude jogar depois de dois meses e meio por conta da documentação da minha transferência que não chegava de jeito nenhum. Cheguei quase em setembro, fui ter condições de jogo só em novembro. A partir de então fui para os jogos, entrei em um [empate em 1×1 com UTA Arad, 9ª rodada, em 1/11 em Arad] e fui titular em outro [empate em 1×1 com o Olimpia Satu Mare, 12ª rodada, em 16/11, em Severin]. Mas não tive uma sequência que gostaria, ate porque não tive tempo. Cheguei no Rio dia 1º de dezembro. Mas depois o relacionamento com o Napoli foi esfriando por conta da minha forte amizade com o Michael Baird. O Baird é um cara experiente, batia muito de frente com ele em alguns momentos, mas o Baird tem moral e nos estávamos sem atacante no time. Em várias oportunidades, ele [Nicolo Napoli] esbarrava comigo na hora de um almoço ou jantar e me dizia: “ah, você é amigo do Baird, né? Deve ficar bebendo com ele o dia inteiro!” Era uma coisa que não acontecia. Acho que o relacionamento meu com o Napoli atrapalhou [a sequência de jogos] por conta disso. Ele odeia o Baird.

O Craiovano – Certamente você ouviu falar sobre o conflito entre FC Universitatea Craiova e CS Universitatea Craiova. Você tem alguma opinião sobre o assunto? Qual das equipes seria a verdadeira, pelos argumentos que você viu?
JM – Em respeito a rivalidade dos times CSU e FC U Craiova, não acho que os donos do CSU tenham sido mal intencionados. O FC tinha falido, a intenção deles era fazer um novo time pra cidade e pra torcida que é muito fanática! É uma coisa impressionante o fanatismo deles. Sendo que o Mititelu é um cara muito orgulhoso. A prefeita quando foi fazer o CSU quis unir os 2 times e fazer um só, ate porque são eles que tem o dinheiro, mas o Mititelu não quis e ficou dessa forma, essa rivalidade toda, esse ódio todo entre as duas equipes. Na minha opinião o verdadeiro Universitatea Craiova somos nós!

O Craiovano – Você criou várias amizades, como o Stephane Acka, o Julian Ripoli e o Michael Baird. Todos vocês haviam saído do time, menos o Ripoli. Vocês ainda mantém contato? Você ficou amigo de mais alguém lá?
JM – Esses eram meus melhores amigos mesmo. Os mais próximos. Fiz amizades com os sérvios também [Milan Mitic e Bozidar Cosic]. Mas os três eram os mais próximos. Com o resto da equipe também era bom, dos “gringos” que havia no time, eu era quem os romenos mais gostavam e respeitavam.

O Craiovano – Você recebeu algum salário? Como você conseguiu se manter em Craiova?
JM –
Não recebi nenhum salário. Eu tinha um dinheiro guardado na Itália, e retirei para poder me manter em Craiova.

O Craiovano – Conseguiu aprender o idioma?
JM – 
O idioma é muito complicado, eu falava mais italiano com o Acka e o Ripoli, e inglês só com o Baird mesmo. Aprendi muito pouco, coisas básicas.

O Craiovano – Certamente Adrian Mititelu não é uma das pessoas das quais você mais gostou na sua passagem pela Romênia…
JM – Pra dizer a verdade, não tenho raiva nem mágoa do Mititelu. Ele tem os defeitos dele, é um cara orgulhoso, durão, mas no fundo não é ma pessoa. Eu sei que ele queria nos pagar, queria fazer o combinado, mas não conseguia, não podia. Eu cheguei a pedir liberação lá, antes de voltar de ferias, mas ele não me liberou. E eu não voltei pra lá em janeiro porque nem a passagem a que eu tinha direito, eles me pagaram.

 Atualmente, Jorginho Mesqueu está sem clube

 

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